Autoconfiança

Pessoas perfeitas

Quem de nós não tem aquele incômodo, aquela sensação de desconforto quando fica pensando sobre nossos próprios defeitos? Passamos boa parte do dia inconformados com as nossas ações, pensando se poderíamos ou deveríamos ter feito diferente. São milhares de pensamentos do e se. E se eu tivesse sido mais afetuoso? E se eu tivesse sido mais inteligente, mais esperto, e assim vai.

O que as vezes me pergunto é para onde levamos nossas vidas e nossos relacionamentos com tantas cobranças. Admitimos muito pouco os nossos defeitos, não podemos ser falíveis, não podemos errar, tudo tem que estar impecável, e de repente, a gente vai achando que essa é a nossa realidade. Já somos, de certo modo, desde pequenos, acostumados a focar na sombra e com o tempo o reforço dessa cobrança excessiva se torna um perfeccionismo doentio, paralisador. Perdemos a capacidade de entender que os nossos defeitos são sim interessantes.

Se te perguntarem como você se auto define? A maioria de vocês responderia que se define a partir dos próprios defeitos, das imperfeições. Apagamos a completude do nosso ser e ficamos com o negativo, no entanto, inteligentemente, sabemos que essa não é luz e nem o caminho.

A verdade é que tudo é dual, tem tensão, tem relaxamento, tem expiração, tem inspiração, tem luz, tem sombra, tem dia, tem noite. Mais do que dual, tudo é amplo e espectral, entre a luz e a sombra existe uma infinidade de possibilidades.

Brigar com o lado ruim, é brigar com uma característica sua que faz parte de você. Ter esse lado tem um SENTIDO. Escute bem: VOCÊ NÃO É SO ISSO!

Ficamos a vida toda levando críticas, com medo de sermos rejeitados, nos desqualificando, escutando o que a mídia fala, o “bacana” é ser isso ou aquilo, e aí, você olha esse modelo e pensa, meu Deus, eu nuca vou ser assim! Eu posso te dizer: QUE BOM! A medida que você não é aquilo, você vai ser você! A grande sacada é aqui. Descobrir de dentro para fora quem você é! Olhar para si próprio. A pessoa viciada em olhar a si mesma pelo prisma social, rema contra a felicidade, o amor próprio, a segurança e a autoconfiança. Nega as próprias qualidades.

Sim, somos humanos pontos negativos, eles têm simplesmente que ser trabalhados, integrados! É um processo lindo sair da rigidez para a leveza, caminhar para a flexibilização, para a aceitação da própria vulnerabilidade.

Com amor a gente se percebe!

Thaíssa Cruvinel

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