Meu filho não dorme e eu não durmo!

Lendo alguns depoimentos maternos, observei que as mamães se queixam bastante da diminuição da qualidade de sono após a vinda da maternidade e com razão, já temos estudos que mostram que essas queixas em relação ao sono dos seus bebês são consistentes, principalmente no que se refere ao horário de dormir e de despertar e à quantidade e duração do sono noturno.

O fato de o recém-nascido passar grande parte do dia adormecido faz pensar que o sono tenha papel importante no desenvolvimento físico e mental das crianças. O tempo total de sono por dia reduz-se paulatinamente a medida que a idade da criança aumenta (as mamães dizem ufa).

Em 2016, foi publicado um consenso de necessidade de tempo de sono para a população pediátrica e segundo ele os bebês de 4 a 12 meses devem dormir de 12 a 16 horas (incluindo os cochilos) de forma regular para promover a saúde. As crianças de 1 a 2 anos de idade devem dormir de 11 a 14 horas por dia (incluindo cochilos). As crianças de 3 a 5 anos de idade devem dormir de 10 a 13 horas por dia (incluindo cochilos) e as crianças de 6 a 12 anos de idade devem dormir de 9 a 12 horas por dia. Com o passar dos meses ocorre um amadurecimento do ritmo de sono e vigília, ele então se estabelece e a criança passa a apresentar diminuição da necessidade de dormir de dia, consolidando as horas de sono à noite. Nessa idade, já existe condições biológicas de estabelecimento do ritmo luz e dia e as crianças tornam-se mais sensíveis ao meio ambiente, respondendo ao claro/escuro para organizar seu ritmo vigília/sono.

O ritmo da casa e as rotinas noturnas funcionam como sinais sociais ou ambientais para o cérebro da criança em desenvolvimento, os hábitos e rituais para o sono são muito importantes para promover a maturidade do sistema cerebral responsável pela regulagem do sono.

Portanto, utilizar-se de medidas simples contribuem enormemente para a saúde das crianças e dos pais, exemplo:

  1. estabelecer um horário, uma rotina e um rituais consistentes para o sono (música relaxante, leitura, …),
  2. evitar estimulação física, mental ou emocional perto da hora de dormir,
  3. evitar oferecer alimentação durante a noite,
  4. evitar dormir com fonte luminosa durante toda a noite,
  5. treinar a criança a adormecer sozinha, sem a presença dos papais ou cuidador,

Por fim, a qualidade de sono do seu filho se associa à sua qualidade de sono, e por sua vez a má qualidade de sono das mamães se associa a depressão, estresse e fadiga. O melhor mesmo é procurar a ajuda de um médico para se sentir mais segura em relação ao sono dos seus bebês.

Dra Thaissa Cruvinel

Médica Psiquiatra

CRM-DF 17242

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